Reunião discute o credenciamento do HRCPP ao Sistema Único de Saúde (SUS) NOTÍCIAS

11/02/2019

Reunião discute o credenciamento do HRCPP ao Sistema Único de Saúde (SUS)

Reunião discute o credenciamento do HRCPP ao Sistema Único de Saúde (SUS)

Uma reunião realizada na última sexta-feira (8), promovida pelo presidente do Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (HRCPP), Francelino Magalhães, e pelo prefeito de Presidente Prudente, Nelson Bugalho, teve como foco a discussão e mobilização da sociedade civil em busca do credenciamento do HRCPP ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A reunião contou com a presença de representantes de diversos segmentos da sociedade, entre prefeitos de várias cidades da região, membros dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, poder judiciário, do poder legislativo municipal e estadual, instituições assistenciais, etc.

Mobilização

O presidente do HRCPP, Francelino Magalhães, iniciou a reunião apresentando o motivo principal da união daqueles que estavam presentes: a mobilização para a busca pelo credenciamento e recursos financeiros para o HRCPP. Francelino iniciou sua fala com a experiência que teve ao viajar para Rosana (SP), junto ao vice-presidente do HRCPP, Hilário Pasquini.

“Lá nós constatamos pessoas humildes, que não têm convênio, indo para Jaú e Barretos, locais que prestam um grande serviço na área da oncologia, andando mais de 500km em busca de tratamento. Isso é triste. É por isso, que com o apoio de todos, esse hospital foi erguido. E o que nós estamos fazendo aqui hoje? Pedindo o apoio, estendo a mão – em nome das pessoas humildes – para vocês, autoridades, no que tange a verba do SUS para que nós possamos, cada vez mais, dar um bom atendimento às pessoas que necessitam”, explicou Francelino.

Segundo o diretor clínico e urologista do HRCPP, Felipe de Paula, apesar de os números de atendimentos terem crescido consideravelmente, eles estão prestes a estacionar, visto que o funcionamento atual do hospital é custeado por meio de doações. “Esse hospital possui o que há de excelência em hospitais de São Paulo, como o Hospital Israelita Albert Einstein, Sírio Libanês e o A.C. Camargo Cancer Center. Podemos afirmar, de maneira grosseira, que se caso o HRCPP recebesse o credenciamento hoje, amanhã iniciaríamos as cirurgias e internações”, afirmou Felipe de Paula.

 

Para o prefeito de Presidente Prudente, Nelson Bugalho, o primeiro passo é a união das autoridades da região em busca do credenciamento.

“Precisamos nos mobilizar mais uma vez, agora para obter este credenciamento. Seja por meio do governo estadual ou federal, o fato é que isso é indispensável para que o hospital possa servir à população em sua plenitude”, afirmou o prefeito.

 

O que o HRCPP já faz?

Os serviços já oferecidos pelo hospital, bem como a estrutura ultramoderna do prédio, foram apresentados pelo diretor clínico e urologista do HRCPP, Felipe de Almeida e Paula, pautados nos pilares que sustentam a entidade: prevenção, assistência e pesquisa.

Em relação a prevenção, o diretor clínico ressaltou os atendimentos realizados nos mutirões preventivos nas esferas do câncer de mama e próstata. “Antes mesmo de iniciar os atendimentos, o hospital já tinha a preocupação com a prevenção. Por isso, em 2014, sob a gestão do presidente do HRCPP na época, José Hilário Pasquini, o ambulatório de Saúde Masculina foi criado”, conta Felipe.

O serviço conta com ações preventivas – coleta de exames de PSA (Antígeno Prostático Específico) e de toque retal – em homens de cidades da região que possuam convênio com o hospital. “Em 2014, foram realizados 731 atendimentos. Já em 2018, foram 3320, um aumento de 354%. Neste ano, o primeiro mutirão, realizado em 26 de janeiro, atendeu 193 homens”.

No âmbito da pesquisa, o diretor clínico expôs os principais benefícios relacionados à área: captação de recursos, credibilidade e viabilização de medicamentos, que muitas vezes são extremamente caros, aos pacientes da instituição. Além disso, o urologista apresentou algumas publicações que já levam o nome do HRCPP e a participação em cooperações institucionais, como a Latin American Renal Cancer Group (L.A.R.C.G.).

O HRCPP foi o primeiro hospital da região a implantar um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), um grupo interdisciplinar e independente de profissionais, criado para defender os interesses das pessoas em sua integridade e, também, para contribuir com o desenvolvimento da pesquisa.

O último pilar do HRCPP, a assistência, foi exposto por meio dos serviços já prestados nos departamentos em funcionamento no hospital. “Contamos com atendimentos nas áreas de anestesiologia, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia do aparelho digestivo, tumores cutânetos, partes moles e cirurgia reparadora, pneumologia e cirurgia torácica, ginecologia e mastologia, hematologia, neuro-oncologia, oncologia clínica, oncologia pediátrica, radioterapia e uro-oncologia”, explicou Felipe.

Entre os serviços em funcionamento, estão: sala de pequenas cirurgias – com cerca de 40 procedimentos ao mês; quimioterapia infantil e adulto; radioterapia; consultórios multiprofissionais.

O diretor clínico apresentou o balanço de atendimentos em 2018, com ênfase nas novidades para este ano. “O setor ambulatorial do HRCPP realizou 8.543 atendimentos entre maio e dezembro de 2018. Na radioterapia, foram atendidos 3320 pacientes. Já na quimioterapia, o número de atendimentos foi de 2.733, entretanto, este ano, esse número deverá explodir, visto que toda quimioterapia da Santa Casa de Presidente Prudente será transferida ao HRCPP em maio deste ano”, afirmou.

Essa transferência faz parte da mobilização em busca do credenciamento do HRCPP ao SUS, visto que dois hospitais gerais em Presidente Prudente possuem habilitação para o tratamento oncológico, entretanto, com a centralização do atendimento oncológico no HRCPP, os demais hospitais poderão expandir as vagas e atendimentos em outros setores de alta complexidade.

Com a transferência do setor oncológico para o HRCPP, a Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente buscará junto aos órgãos governamentais, um teto maior para o crescimento dos atendimentos de outras especialidades de alta complexidade, como a cardiologia, ortopedia e neurocirurgia.